Os brechós e consumo consciente são iniciativas ecologicamente corretas

Cliente do brechó
Os brechós migraram das lojas de bairros para perfis nas redes sociais digitais Foto: Mariele Morski/Lente Quente.

Os jovens nascidos entre 1995 e 2010, a chamada geração Z, nascem naturalmente empreendedores, trazem mudanças estruturais e de consumo e, só nos Estados Unidos, já ocupam 20% do mercado de trabalho, segundo pesquisa realizada pela Forbes. Juntamente a este fenômeno, os empreendimentos ligados a questões ambientais crescem, e principalmente entre os jovens, como consumidores ou empreendedores. Os brechós e o debate sobre consumo e moda consciente são exemplos deste fenômeno.

De acordo com levantamento do programa de pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, que avalia anualmente o nível nacional da atividade empreendedora, o número de empreendedores iniciais entre jovens de 18 a 24 anos cresceu no Brasil. Em 2008, era de 14,2% e, em 2019, atingiu a marca de 24%. Em 2014, o número de jovens empreendedores iniciais no Sul era de 19%.

De acordo com Ana Paula Salum (26), dona de uma nova modalidade de brechó, o aluguel de roupa, a internet possibilitou que o mercado de moda consciente se solidificasse através do debate e da discussão socioambiental, e os jovens são uns dos responsáveis. “A ideia do aluguel é evitar o descarte maior de roupas e também aumentar a vida útil da peça, o que é super importante quando falamos de consumo consciente”, frisa a dona do Não Tenho Roupa, uma startup de locação de roupas e acessórios casuais de Florianópolis (SC), criado em 2019. “Com certeza, os jovens vem para dar mais força a essas pautas, fazendo com que seja impossível que as marcas ignorem as questões ambientais”, comenta Ana Paula.

Segundo dados das consultorias McKinsey, especializada em gestão, e Box1824, focada em análise de tendências jovens, 45% dos jovens brasileiros da geração Z escolhem marcas que são ecologicamente corretas. A professora do ensino básico, Ariele Mazeika (26), compra em brechós há seis anos e diz que escolheu esse mercado pelos benefícios econômicos e ambientais. “Também gosto de comprar em brechós pela variedade de estilo e durabilidade. O bom é que o consumo é consciente e de forma acessível”, conta Ariele. Segundo a professora, é necessário conscientizar as pessoas cada vez mais sobre sustentabilidade.

“Ao reutilizar as roupas, sejam de brechós ou outros meios de se obter roupas usadas, estamos poupando uma enorme quantidade de água. Estudos apontam que para se fabricar uma calça jeans se consomem, aproximadamente, 5.190 litros de água”, explica o biólogo Mateus Alexandre.

Ficha Técnica
Produção: David Candido
Professores Responsáveis NRI: Muriel Amaral e Marcelo Bronosky
Professor Responsável Texto: Marcos Zibordi

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *