Como está Ponta Grossa, um mês após o fechamento

Distanciamento social é uma medida recomendada para diminuir a transmissão do vírus | Foto: Arieta de Almeida (tirada em 2018)

O decreto 18.797/2021, que entrou vigor dia 29 do mês passado, completou um mês de vigência no município, substituindo o lockdown, adotado um mês antes. No novo sistema, há maior flexibilidade para o comércio de rua. As medidas de contenção, apesar de críticas, tem se mostrado as mais eficazes no combate à pandemia. 

A professora de enfermagem na Universidade Estadual de Ponta Grossa, Carla Luiza da Silva, aponta que diante de todo colapso do sistema de saúde. com o agravante da postura negacionista do governo federal, “o lockdown se torna necessário e isso pode ser verificado em países que fizeram um lockdown efetivo e conseguiram controlar a transmissão do vírus”.

De acordo com informações da Agência Brasil, em um estudo com pouco mais de 60 pesquisadores do Imperial College, o lockdown foi apontado como medida “que se provou efetiva na contenção da difusão do vírus”. Silva reforça: “Sou a favor de um lockdown efetivo para conseguir controlar o vírus e não sobrecarregar todo o sistema de saúde, seja particular, SUS ou convênios”.

O decreto de lockdown na cidade teve seu início dia 18 de março e terminou dia 28 do mesmo mês. A medida foi tomada para que houvesse a contenção do avanço da doença. Foi proibida a circulação de pessoas nas vias e espaços públicos das 22h até as 6h, exceto para realização de atividades consideradas essenciais. 

Uma semana após o período de lockdown, foram registradas 46 mortes no município. Na semana seguinte ao decreto que substituiu esse primeiro fechamento obrigatório, a quantidade de mortes subiu para 58. Segundo o Boletim Oficial Municipal, divulgado no dia 02 de Maio, Ponta Grossa registrou 834 mortes por covid desde o início da contaminação em massa por Covid-19.

Lockdown em Ponta Grossa

Em Ponta Grossa, o  primeiro decreto municipal de fechamento de serviços foi no modelo lockdown. Sobre ele, a professora de enfermagem entrevistada para esta reportagem afirma que “desde o primeiro, não tenho percebido melhoras nos internamentos e relatos de colegas de trabalho. Conforme visto em outras cidades e países, há necessidade de engajamento de todos para este controle”. No último boletim divulgado pela Prefeitura, as UTIS da cidade estavam com 97% dos leitos ocupados. 

Diferente do lockdown, a quarentena é um isolamento aplicado aos indivíduos pelo período de transmissão do vírus, impedindo ou dificultando a transmissão para as demais pessoas, o que pode variar de doença para doença. Silva explica que “o lockdown é um bloqueio das atividades realizadas na cidade, condomínios e locais de modo geral, como forma de prevenir a circulação e contaminação pelo novo coronavírus e suas variantes”. 

Entidades de comerciantes e o lockdown

Desde as primeiras indicações de fechamento total da cidade no sistema de lockdown, entidades de comerciantes de Ponta Grossa se mobilizaram. Comerciantes e empresários do município realizaram protestos contrários à medida. Diferentes entidades ligadas ao comércio e setor produtivo criaram um comitê para auxiliar o empresariado de Ponta Grossa e da região.

A iniciativa da Coordenadoria das Associações Comerciais, Industriais do Centro do Paraná (CACICPAR) conta com o apoio da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg). Segundo a CACICPAR, a medida tem como objetivo apoiar o comércio diante das medidas restritivas ao setor, fazendo levantamento de dados, laudos e  pareceres a respeito da pandemia, apontando os impactos sanitários e econômicos causados por ela.

Ficha Técnica

Produção: Arieta de Almeida

Professores Responsáveis NRI: Muriel Amaral, Marcelo Bronosky e Manoel Moabis

Professores Responsáveis Texto: Fernanda Cavassana, Marcos Zibordi

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