Insegurança

A sensação de segurança é fundamental para uma vida com qualidade e liberdade. A equipe da revista Nuntiare questiona: o que te faz sentir seguro? A resposta pode ser um sistema democrático, a equidade de gênero, a manutenção das liberdades individuais. Na atualidade, um segmento da população brasileira busca segurança com a defesa da liberação das armas, da privatização da segurança pública e até mesmo da intervenção militar.

A atuação de uma administração pública que demonstra falta de traquejo ao lidar com questões de seguridade, cria no cidadão a constante sensação de insegurança. Ao levar as coisas até o limite da lei, as atitudes do novo governo criam um paradigma, onde a promessa de segurança começa justamente com propostas que envolvem armas e tiros. Enquanto a proteção para os privilegiados aumenta, a maioria da população, que é pobre e marginalizada, sente na pele o preço da dominação de um ideal excludente de país.

Prova disso é o fuzilamento de uma família no Rio de Janeiro, que aconteceu em abril. Militares atiraram 80 vezes em um carro, matando vidas e sonhos de cidadãos comuns, surpreendidos por um sistema seletivo.

A sensação de segurança que contempla a pequena parcela da população privilegiada é a mesma que provoca a insegurança naqueles que não se encaixam nos padrões, sejam eles sociais, de gênero ou de raça. E enquanto o assassinato da vereadora Marielle Franco continua sem resposta, novas perguntas surgem sobre quem são as pessoas contempladas pela proteção nacional e que requisitos é necessário preencher para ter o direito à vida digna assegurado.

Nesta edição da Nuntiare você é convidado a refletir sobre a segurança. O dossiê apresenta reportagens que pautam a (in)segurança pública, digital, alimentar e emocional, com a perspectiva científica do tema.

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